11 outubro, 2008

100 anos de Cartola





















A tradicional feijoada da Mangueira presta hoje uma homenagem ao centenário de nascimento de seu fundador, Cartola.
Nascido em 1908, Cartola foi para a Mangueira aos 11 anos. Desde então passou a participar das festas de rua tocando cavaquinho.
Ao longo da vida, além de músico, trabalhou em tipografias, foi pedreiro, vigias e lavador de carros. Já consagrado, abriu com a mulher, Dona Zica, o restaurante Zicartola, que se tornou uma referência na história do samba.
O apelido Cartola veio do chapéu de coco que ele usava na época em que era pedreiro, para evitar que o cimento caísse sobre sua cabeça.
Cartola morreu de câncer, em 1980.




AS ROSA NÃO FALAM

Bate outra vez
Com esperanças o meu coração
Pois já vai terminando o verão enfim
Volto ao jardim com a certeza que devo chorar
Pois bem sei que não queres voltar para mim
Queixo-me às rosas, mas que bobagem
As rosas não falam simplesmente as rosas exalam
O perfume que roubam de ti
Devias vir para ver os meus olhos tristonhos
E, quem sabe, sonhavas meus sonhos
por fim...

3 comentários:

Márcia(clarinha) disse...

Impressionante a figura desse homem e a facilidade em compor ternuras.
Parabéns Cartola e na sua voz as rosas falam sim.

lindo dia flor
beijos

rose disse...

Cartola tem músicas fantásticas...mas esta é de emocionar.
Parabéns ao Cartola e a este blog, pela homenagem.

flavia disse...

xuxuzinha...
ele era o máximo!!!
valeu a homenagem!!!