12 setembro, 2009

Soneto do amor total






















Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.


Vinícius de Moraes

2 comentários:

Victor Gil disse...

Queria amiga Regina.
Com tanto amor aí à solta, quando é que vamos ler um soneto teu. Normalmente o amor dá-nos assim umas pancadas no coração, e começamos a deitar coisas cá para fora.
Beijos
Victor Gil

Silvana Nunes .'. disse...

Vinícius é sempre uma boa pedida.
Lindo o seu espaço.
Saudações Florestais !