
13 fevereiro, 2008
Arrogância

12 fevereiro, 2008

Antes de procurarmos explicações, ou tecer qualquer juízo de valor, devemos ter em mente que todas estas convulsões não são o reflexo de qualquer tipo de crise do amor, são antes novas formas de amar e que, por sua vez, acompanham o evoluir de todos os aspectos da vida. A sociedade moderna criou mais e melhores condições de realização pessoal e profissional, dando mais facilidades às pessoas de procurarem o seu caminho e a sua felicidade, então também as relações estão sujeitas às vicissitudes dessa mesma procura. O casamento libertou-se da sua função meramente reprodutora (tal como era entendido na Idade Média), da sua função econômica (a atribuição de um dote na idade Moderna, o estabelecimento de laços comerciais, para a burguesia do século XIX) ou da sua função estratégica e política (no caso da realeza desde sempre ou das famílias italianas do Renascimento). O casamento, mal ou bem, passou a ser o local de realização da felicidade, com opções em aberto. E é possível que por vezes essa realização da felicidade não aconteça. Logo, é preciso que haja um olhar com mais tolerância e de compreensão para os novos fenômenos das relações humanas. Existem no mundo de hoje uma infinidade de pessoas que encontraram novas formas de serem felizes com os seus parceiros, que tomaram opções que determinaram o seu bem-estar e dos que os rodeiam e encontraram novos equilíbrios. Trata-se de procuras, algumas delas sempre presentes na história da humanidade embora revestidas de outros contornos. As soluções dependem de cada um e toda essa pluralidade e diversidade conduz a que se ame mais nos dias de hoje do que era possível há uns tempos atrás. Feitas as contas, hoje há mais amor e há mais opções para nos aceitarmos como somos.
Regina Fernandes
11 fevereiro, 2008
"As Ondas"
... Ao aproximarem-se da praia as ondas erguiam-se, tomavam forma e desfaziam-se arrastando pela areia um tenue véu de espuma branca. A ondulação detinha-se, partia de novo, suspirando como alguém que dorme e cujo sopro vai e vem sem que a sua consciência saiba. Pouco a pouco, a barra escura do horizonte clareou como as impurezas de um vinho antigo que se depositassem na garrafa, deixando transparecer o seu vidro. Lá ao fundo, também o céu se tornou translúcido, como se nele se houvesse desprendido um sedimento branco, ou o braço de uma mulher reclinada no horizonte erguesse ao alto uma lâmpada. Faixas de branco, amarelo e verde alongararam-se sob o céu como longas folhas de um leque. Depois a mulher ergueu a lâmpada ainda mais alto: o ar inflamado pareceu cindir-se em fibras vermelhas e amarelas, elevando-se da superfície verde num frémito ardente, como as chamas envoltas em fumo de uma fogueira. Pouco a pouco, todas as fibras numa única massa incandescente e o cinzento do céu transformou-se num milhão de átomos de um suave azul. A superfície do mar tornou-se transparente e as grandes linhas escuras quase desapareceram no ondular das águas e na sua cintilação. O braço que sustinha a lâmpada continuou a subir devagar até que uma grande labareda surgiu. Um disco de fogo ardeu no rebordo do horizonte e o mar à sua volta tornou-se um esplendor de ouro. (...)
(Virginia Woolf)
08 fevereiro, 2008
Chapéu Violeta

Aos 15 anos ela olha pra si mesma, vê uma bruxa e diz:
- "Mãe, eu não posso ir pra escola desse jeito!"
Aos 20 anos ela olha pra si mesma, e se vê:
"muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa,
Aos 25 anos ela olha pra si mesma e se vê:
"muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa,
Então, sai assim mesmo...
Aos 30 anos ela olha pra si mesma e se vê:
"muito gorda/muito magra, muito alta/muito baixa,
"sou uma boa pessoa" e sai mesmo assim...
Aos 35 anos ela olha pra si mesma e se vê como é.
Sai e vai para onde ela bem entender...
Aos 40 anos ela olha pra si mesma e se lembra de todas as pessoas
que não podem mais se olhar no espelho.
Sai de casa e conquista o mundo...
Aos 50 anos ela olha pra si mesma e vê sabedoria,
risos, habilidades... sai para o mundo e aproveita a vida...
Aos 60 anos ela não se importa muito em olhar pra si mesma.
Simplesmente põe um chapéu violeta e vai se divertir com a vida......
Talvez devêssemos pôr o chapéu violeta mais cedo...!!
(autor desconhecido)
Letícia veio trazer "alegria" .
05 fevereiro, 2008
Hoje é meu aniversário. É tempo de agradecer.

Mais um ano de vida completo hoje Senhor.
E meus olhos voltam-se a Ti, enquanto meu coração agradece.
Nascer é um milagre. Viver é um milagre. Dois milagres que vêm de mãos dadas com o mistério.
Rodeada pelo calor humano e pela amizade de tantos corações que querem o meu bem: minha família e meus amigos. Viver é estar a caminho, em busca de uma constante realização pessoal.
Preciso de Tua benção Senhor. Para acertar, para crescer, para seguir em frente com otimismo, coragem e perseverança. A vida é uma Liturgia. E o meu Ofertório de hoje é mais um ano de minha existência.
Obrigada Senhor pela fé que eu tenho e pela esperança que ilumina minha jornada.
A vida é bela e digna de ser vivida.
Obrigada Senhor.
01 fevereiro, 2008
Carnaval 2008 !

Todo mundo já está preparado para o Carnaval 2008?
Eu já estou prontinha desde o ano passado. Sou carnavalesca de carteirinha, nasci em fevereiro, em pleno reinado de Momo e a batida dos tamborins, lá de longe, já me colocam em ritmo de samba. No entanto, este ano estarei distante da folia. A fantasia rasgou, o carro alegórico quebrou, mas nada disso importa, assistir também é viver o carnaval e vou acompanhar cada baile, cada bloco, cada Escola de Samba que passar pelo Sambódromo, torcer muito pela minha Portela e também pela Viradouro, é claro. Ano que vem tem mais e com certeza estarei participando, com a alegria de sempre, dentro ou fora da folia.
Bom carnaval a todos!








